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Lisboa em Filme – Diário de Bordo Analógico

 

Nós gostamos de fotografar com filme em todas as situações, é verdade, mas talvez seja em viagens que a fotografia analógica ganhe mais significado. Pela leveza que traz consigo e porque conseguimos, com ela, não perder o foco no que realmente importa: os momentos vividos e no que está bem diante dos nossos olhos, sem uma câmara a servir de intermediário. É claro, é possível fazer isso com a máquinas digitais também, mas a quantidade de informações disponíveis, de botões, números e funções, acaba por dificultar um pouco e nossa atenção, quando nos damos conta, já foi desviada do momento e está toda na imagem, na busca pela imagem perfeita, pelas cores e luz exatas.
A escassez das imagens num rolo costuma fazer com que tenhamos uma única chance de fotografar um momento. Observamos, fazemos a foto e pronto, já está. Esquecemos do assunto por um tempo. E então a imagem chega do laboratório, revelada, escaneada e, em muitos casos, perfeita. Afinal, percebemos que não é preciso ter em mãos um milhão de tentativas para alcançar o que queremos.